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Como a alimentação pode contribuir na sua saúde mental?

Ansiedade sob controle. Conheça os alimentos aliados da saúde mental

Fernanda Uliana Nutricionista – CRN3: 29092

Como a alimentação pode contribuir na sua saúde mental?

A vida moderna com rápidos avanços tecnológicos, exposição contínua a estímulos, poluição visual e sonora, excesso de trabalho e desafios sociais levou ao desenvolvimento de doenças da modernidade associadas à saúde mental. Nas últimas décadas houve um aumento significativo de doenças mentais, incluindo ansiedade, depressão, distúrbios cognitivos e do sono, que podem reduzir a expectativa e qualidade de vida.

Antigamente definia-se “saúde mental” exclusivamente pela ausência de doenças mentais. Nas últimas décadas, um novo conceito de saúde mental surgiu, atendendo melhor às nossas expectativas: ela é mais bem definida pelo bem-estar, e não somente pela ausência de doença. E hoje nós temos fatores ambientais modificáveis que podem interferir positiva ou negativamente na saúde mental.

Estima-se que o padrão alimentar moderno, chamado de “dieta ocidental”, seja atualmente o fator de risco mais importante para doenças não transmissíveis - como obesidade e doenças cardiovasculares-, mas também um potencial causador das doenças mentais.

Esse estilo de dieta é caracterizado por um alto consumo de alimentos ultraprocessados ​​com grande quantidade de calorias, açúcares refinados, gorduras trans e excesso de sódio, que contribuem para um quadro de inflamação neuronal, e o escasso consumo de alimentos de origem vegetal, acompanhado de um desequilíbrio entre o consumo de calorias e seu gasto com a atividade física regular.

Temos vários nutrientes envolvidos na saúde mental, que não estão presentes em abundância na dieta ocidental:

  • Aminoácido como triptofano, encontrado em peixes, ovos, castanhas, leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico), laticínios, aveia e mel, tem papel fundamental para o funcionamento cerebral, reduzindo estresse e fadiga, e melhorando sono;
  • Antioxidantes como ômega 3, encontrado nos óleos de peixes de águas profundas, como salmão, sardinha e arenque, na linhaça e azeite extra virgem, além de compostos bioativos de folhas verdes, nozes, grãos integrais e frutas vermelhas por exemplo, funcionam como mediadores antiinflamatórios, modulam o humor e sono, e estão associados à redução do declínio cognitivo.

Portanto, precisamos estar atentos e reconhecer os primeiros sintomas de grande ansiedade, sintomas depressivos, alterações de sono ou cognição, buscar ajuda profissional especializada para identificar quais são os fatores de risco potenciais - incluindo sedentarismo e avaliação da qualidade da sua alimentação - e intervir o mais rapidamente para prevenir a evolução do quadro, evitando possível prejuízo na qualidade de vida e longevidade.

Busque melhorar e valorizar a sua saúde mental, aumentar o seu bem-estar com hábitos saudáveis, ter satisfação pela vida, realizar desafios pessoais e ter uma espiritualidade que dê sentido a sua vida. Afinal, todos queremos qualidade de vida, saúde e longevidade ativa, não é mesmo?

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Referências:

1- Justyna Godos et al. Diet and Mental Health: Review of the Recent Updates on Molecular Mechanisms. Antioxidants, 2020; 9(4):346.


2- Isabelle Doré et Jean Caron. Santé mentale: concepts, mesures et déterminants. Santé mentale au Québec, 2017; XLII (1):125-145.


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